Na Introdução do livro “O evangelho segundo o Espiritismo”, em Autoridade da doutrina diz:

Deus quis que a nova revelação chegasse aos homens por uma via mais rápida e mais autêntica; por isso encarregou os Espiritos de irem levá-la de um pólo a outro, manifestando-se por toda a parte, sem dar a ninguém o privilégio exclusivo de ouvir sua palavra. (…) Na falta dos homens para pregá-la, haverá sempre os Espíritos.

Na Bíblia encontramos a refutação dessa passagem na Parábola do rico e Lázaro:

Rogo-te então, pai, que mandes Lázaro à casa de meus pais, pois tenho 5 irmãos, para lhes testemunhar, que não aconteça virem também eles parar neste lugar de tormentos.
Abraão respondeu: Eles têm Moisés e os profetas; ouça-nos!
O rico replicou: Não, pai Abraão; mas se for a eles algum dos mortos, arrepender-se-ão.
Abraão respondeu-lhe: Se não ouvirem a Moisés e aos profetas, tampouco se deixarão convencer, ainda que ressuscite algum dos mortos.” (Lc 16, 19-31)

Nessa passagem Abraão diz ao rico que não é permitido aos mortos voltarem para falar a verdade aos vivos, pois eles tem os profetas e a volta deles seriam ineficazes. Se na Bíblia está desta forma, porque Deus enviaria os Espíritos dos mortos a toda a Terra para divulgar a verdade? Se nessa passagem mesmo já explicita que Ele mandou alguns vivos para espalhar sua mensagem, e sim, quer depender deles.